Origem e evolução.

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Origem e evolução.

Mensagem  Admin em Dom Fev 15, 2009 4:37 pm

Em 1228, época marcada pela evolução económica, social e cultural, D. Dinis fundou os Estudos Superiores de Lisboa, aprovados pelo Papa Nicolau IV, em 1290.

Devido a distúrbios entre estudantes e população, em 1307, o rei pede ao Papa para mudar as instalações de cidade, o que só acontecerá em 1308, nascendo a Universidade de Coimbra.

A Praxe académica começa por ser uma jurisdição especial (circunscrita ao campus universitário) - o "foro académico" - aplicada por um corpo policial próprio - os Archeiros - sob tutela das autoridades universitárias.
O seu papel era o de zelar pela ordem no campus e fazer cumprir as horas de estudo e recolher (seis ou sete da tarde, conforme fosse Inverno ou Verão) obrigatório para alunos e professores, sob pena de prisão, sobrepondo-se, como o supõe o seu carácter especial, às autoridades policiais civis. Tinha ainda, a incumbência de evitar a entrada na Universidade dos habitantes da cidade que não fossem estudantes ou professores.

Sucedendo terminologicamente ao foro académico, fala-se de "investidas", até ao século XVIII. Dessas investidas constava um pouco de tudo: a tourada, a picaria, os insultos, a caçoada (significa troça, brincadeira, zombaria, escárnio) e o canelão.
Em 1727, devido a uma fase violentíssima que culmina na morte de um aluno , D. João V proíbe as "investidas" feitas pelos veteranos (qualquer aluno com mais de uma matrícula na Universidade): "Hey por bem e mando que todo e qualquer estudante que por obra ou palavra ofender a outro com o pretexto de novato, ainda que seja levemente, lhe sejam riscados os cursos."

Com o fim da polícia universitária em 1834, os estudantes decidem criar uma adaptação desta força policial académica e recuperar os rituais de iniciação.
Organizam-se e após o toque vespertino da "cabra" - um dos sinos da torre da Universidade - patrulham as ruas da cidade, em busca de infractores, organizados em "trupe". Apanhados os prevaricadores, estes eram sancionados com o rapanço ou a sanção de unhas.

No século XIX, o termo "investida" dá lugar aos termos "caçoada" e "troça".

Curiosamente, foi publicado em Diário da República, o Palitométrico, ou seja, a Praxe. O nome deriva de uma das práticas mais conhecidas da época, que consistia em pedir ao caloiro para medir grandes distâncias com um palito.

A palavra Praxe (Praxis) surge pela primeira vez na forma escrita em 1863. A palavra Praxe toma o seu contexto actual com o desaparecimento dos costumes mais selváticos (consequência da evolução dos tempos) e alargamento do seu significado, passando a significar todo um conjunto de actividades dos estudantes universitários baseadas na tradição da comunidade estudantil (Tradições Académicas).

A praxe foi entretanto interrompida durante alguns períodos. Com a proclamação da República, a praxe é abolida devido à oposição dos estudantes republicanos.
Mas muitos sentem-lhe a falta. Em 1916 , uma petição assinada por 825 estudantes, pede a restauração da Praxes académica. Estala o debate e as práticas renascem em 1919.

Com a publicação em Coimbra do I Código da Praxe Académica em 1957, fica provado que a Praxe Académica é mais do que trupes ou o gozo ao caloiro. O Código vem regulamentar e uniformizar todos os usos e os costumes da Praxe. No Porto, a Praxe é herdada directamente de Coimbra pelos alunos que de lá vieram para estudar no Porto nos finais do séc.XIX. Em 1920 já se fazia a festa da pasta (primórdios da queima das fitas) e em 1945 já se intitula como Queima das Fitas do Porto.

Os universitários foram, por diversas vezes, exemplo de um espírito inconformista e reivindicativo. Relembremos especialmente a luta contra o regime ditatorial.
Durante a ditadura, a praxe teve altos e baixos devido à forte contestação estudantil e à reacção que suscitava. Muitos estudantes sofreram represálias, o que culminou no Luto Académico, em 1969. Como forma de protesto à repressão, os universitários suspenderam as actividades académicas.

O ressurgimento da Praxe ocorre no final dos anos 70. Conta-se que, a 2 de Junho de 1979, milhares de pessoas terão aplaudido, na Baixa coimbrã, o aparecimento de estudantes de capa e batina. É o ano do regresso da Queima das Fitas e da Praxe.

Nesta altura, a praxe acaba por se espalhar definitivamente por todo o país, deixando de ser um ritual próprio de Coimbra, porém sendo raros os casos que mantêm com seriedade todo o espírito e tradição da "velha" Coimbra, tornando-se parte da Academia do Porto o último resíduo onde a Praxe ainda é feita, vivida e transmitida no seu estado mais puro possível, com as necessárias e devidas adaptações que os tempos exigem.

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Re: Origem e evolução.

Mensagem  N&M em Ter Ago 07, 2012 9:03 am

Muitas imprecisões e muito copy-past de sites.

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